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Com o intuito de refletir sobre o teatro popular, o teatro de rua e/ou o teatro produzido no Nordeste, a IX edição do Festival Atos de Teatro Universitário realizará um Colóquio de Pesquisa em Artes Cênicas, que acontecerá durante os três dias do Festival, no espaço do Café do Teatro Municipal Severino Cabral, com início sempre às 15:30h.

A programação do Colóquio de Pesquisa em Artes Cênicas será composta por duas palestras e uma mesa de discussão. A primeira palestra terá como tema: A dramaturgia de Joaquim Cardozo, importante dramaturgo pernambucano, falecido em Olinda em 1978, que se inspirava nas tradições populares para construir seus textos teatrais, tais como: “O Coronel de Macambira” e “Boi de Carro”. A palestra será proferida pelo professor João Denys, da Universidade Federal de Pernambuco.

A atriz-pesquisadora e Profa. Dra. Melissa Lopes falará sobre As Micropercepções no Trabalho do Ator com a Máscara, na segunda palestra do Colóquio, apresentando a partir do conceito de devir, a ideia de que ao vestir a máscara, o ator deixa de ser, para estar em passagem.

Fechando a programação do Colóquio de Artes Cênicas, acontece a mesa de discussão: Teatro e Cultura Popular: diálogos e aproximações. A mesa será composta pelo Prof. Dr. Diógenes Maciel, da Universidade Estadual da Paraíba, e pela Profa. Dra. Ana Marinho, da Universidade Federal da Paraíba.

A IX edição do Festival Atos de Teatro Universitário acontecerá de 14 a 16 de novembro e é uma realização de estudantes, professores e servidores da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com o apoio da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e do Teatro Municipal Severino Cabral. O evento tem como objetivo oferecer aos estudantes um espaço aberto à divulgação de suas produções cênicas realizadas no âmbito universitário, bem como promover um espaço para a formação, o intercâmbio e a difusão das Artes Cênicas na cidade de Campina Grande/PB.

Colóquio de Pesquisa em Artes Cênicas
Local : Café do Teatro Municipal
Horário : 15:30h
Dia: 14/11
Palestra com tema: A dramaturgia de Joaquim Cardozo
Prof. João Denys (UFPE)

Dia: 15/11
Palestra: As Micropercepções no Trabalho do Ator com a Máscara
Profa. Dra. Melissa Lopes (UFRN)

Dia: 16/11
Mesa de discussão: Teatro e Cultura Popular: diálogos e aproximações
Profa. Dra. Ana Marinho (UFPB) e Prof. Dr. Diógenes Maciel (UEPB)

MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE O EVENTO
https://www.facebook.com/festivalatoscg/
https://festivalatos.blogspot.com.br/

De 14 a 16 de novembro, Campina Grande sediará a IX edição do Festival Atos de Teatro Universitário. A programação desse ano contará com apresentações teatrais, experimentos performáticos, palestras e oficinas. Todas as apresentações são gratuitas e acontecerão no Teatro Municipal Severino Cabral, começando sempre a partir das 19h. A programação completa do evento está disponível no blog do Festival www.festivalatos.blogspot.com e na página do Atos no Facebook.



A IX edição do Festival Atos de Teatro Universitário terá como principal foco a produção e a discussão sobre o teatro popular, o teatro de rua e o teatro do Nordeste. Como destaca Duílio Cunha, Coordenador Geral do Festival: “Nessa edição do Festival Atos, vamos focar na produção do Teatro Popular, no Teatro de Rua e no Teatro do Nordeste. Isso será feito não apenas com os espetáculos que se apresentarão ao longo dos três dias do Festival, mas, também, através das oficinas e debates, a exemplo da Mesa de discussão “Teatro e Cultura Popular: diálogos e aproximações”, que contará com a presença da Profa. Dra. Ana Marinho e do Prof. Dr. Diógenes Maciel (UEPB)”, disse Duílio.



A primeira noite do Festival terá as apresentações dos espetáculos Terrinha Maravilhosa, dirigida por Duílio Cunha, da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia da UFCG e Agreste Malva-Rosa, dirigido por Everaldo Vasconcelos, da Universidade Federal da Paraíba. Além das apresentações do Solo O Petit do Palhaço, com o Palhaço Bolaxa, da Cia de Teatro do Sol, do Rio Grande do Sul e o Ensaio Aberto do espetáculo Menino de Azar, em processo de montagem, que servirá como trabalho de conclusão de curso do estudante de Arte e Mídia - UFCG, Júnior Nóbrega, sob a orientação do professor Duílio Cunha. No elenco constam os nomes de Júnior Nóbrega e Oscar Borges.

Terrinha Maravilhosa se inspira nos tradicionais esquetes circenses e na picardia própria de algumas formas do teatro popular.  No espetáculo, um grupo de atores/atrizes-brincantes ocupam o espaço da praça pública. Em meio a músicas do cancioneiro popular brasileiro, eles formam um círculo e, neste espaço a céu aberto, representam a criação do universo. Tudo isso apresentado com muito humor e uma linguagem baseada nas expressões de duplo sentido. O elenco é formado por Alexandre Alves, Alleff Araújo, Ângelo Villar, Bianca Rocha, Bruna Guido, Germana Medeiros, Gopi Gana, Futura Leonardo, Júnior Nóbrega, Oscar Borges e Zilmarc Paulino.
Agreste Malva-Rosa é uma história de amor em tempos de intolerância. O espetáculo faz um convite ao espectador para analisar as complexas relações humanas, os comportamentos excessivamente conservadores e patriarcais de nossa sociedade. Baseada em uma história verídica, Agreste Malva-Rosa é considerado um manifesto poético: uma fábula sobre a ignorância, o preconceito e o amor incondicional. O espetáculo traz no elenco João Fernandes, Railson Almeida, Maria Betânia e Fabíola Ataíde.



A IX edição do Festival Atos de Teatro Universitário é uma realização de estudantes, professores e servidores da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com o apoio da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e do Teatro Municipal Severino Cabral. O evento tem como objetivo oferecer aos estudantes um espaço aberto à divulgação de suas produções cênicas realizadas no âmbito universitário, bem como promover um espaço para a formação, o intercâmbio e a difusão das Artes Cênicas na cidade de Campina Grande/PB.
Estão abertas as inscrições para as oficinas da IX edição do Festival Atos de Teatro Universitário. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas online através do formulário disponível em https://goo.gl/nHeqQf, no período de 07 a 12 de novembro. As oficinas acontecerão no Centro de Arte e Cultura da UEPB, no centro de Campina Grande/PB, entre 14 e 16 de novembro, conforme dias e horários específicos para cada oficina. O resultado das inscrições com os selecionados para cada oficina será divulgado no dia 13 de novembro, através do blog do Festival Atos.
Nessa edição do Festival estão sendo oferecidas três oficinas:  ctrl+C/ctrl+V: cópia, edição, dança, ministrada pelos doutorandos em Artes Cênicas e Mestres em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Anderson Marcos e Claudinei Sevegnani. A segunda oficina será ministrada por Melissa Lopes, que é atriz-pesquisadora e Profa. Dra. do Curso de Licenciatura em Teatro e do curso de Pós Graduação em Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Sua oficina O Ator, a Máscara e a Cena será focada na experimentação prática da linguagem da máscara. A terceira oficina, intitulada de A voz na cena de rua, será ministrada pela atriz, diretora e arte-educadora Ingrid Trigueiro, que também é mestranda em Teatro pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
A IX edição do Festival Atos de Teatro Universitário acontecerá de 14 a 16 de novembro e é uma realização de estudantes, professores e servidores da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com o apoio da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e do Teatro Municipal Severino Cabral. O evento tem como objetivo oferecer aos estudantes um espaço aberto à divulgação de suas produções cênicas realizadas no âmbito universitário, bem como promover um espaço para a formação, o intercâmbio e a difusão das Artes Cênicas na cidade de Campina Grande/PB.

Sobre as Oficinas

Ctrl+C/Ctrl+V: cópia, edição, dança


Uma oficina para questionar a pretensão de originalidade em criações de dança. Copiar, colar e editar, antes de serem procedimentos dos ambientes digitais, são ações do corpo. No fluxo das informações (visuais, sonoras, táteis etc.) que se recombinam em cada corpo, propõe-se exercitar estratégias para criar e transformar padrões de movimento, de ocupação dos espaços e de composição.


Para todos os públicos, a partir de 16 anos. 12 vagas.


Dias 14, 15 e 16.11.2017 – 9h as 12h

Anderson Marcos é artista e pesquisador. Doutorando em Artes Cênicas (Bolsista Capes) e Mestre em Dança (2015) pela Universidade Federal da Bahia. Atua em investigações em arte contemporânea, estudos do corpo e criações em dança e performance.

Claudinei Sevegnani é artista, professor e pesquisador. Doutorando em Artes Cênicas (Bolsista do CNPq-Brasil) e Mestre em Dança (2015) pela Universidade Federal da Bahia. Bacharel em Artes Cênicas (2012) pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atua na investigação dos processos de improvisação.


O Ator, a Máscara e a Cena

A oficina tem o objetivo de oferecer elementos para criação de personagens e elaboração de cenas, tendo como base a experimentação prática da linguagem da máscara.

Num primeiro momento, através do uso da Máscara Neutra, os participantes poderão explorar: ações físicas, jogos de escuta (ação e reação), percepção, foco, exercícios de triangulação e criação de eixos corporais. No segundo momento, a experimentação se dá por meio do estudo de algumas das máscaras expressivas que compõem a Commedia dell’Arte.  

A proposta da Oficina é oferecer ao ator: um sentido tático de jogo, possibilidades para se pensar a criação do personagem e ferramentas improvisacionais que possam auxiliar esse ator em qualquer tipo de linguagem teatral que ele venha trabalhar. 

Número de participantes: Até 20 pessoas. Idade mínima: 17 anos

Carga horária total: 3horas (9h - 12h) – Dia 15.11.2017

Público Alvo: atores, bailarinos, estudantes de teatro, performers e integrantes de grupos teatrais.

Para os participantes: Roupas confortáveis e de cores neutras (preto, azul marinho, sem estampas)

Melissa Lopes é atriz-pesquisadora e Profa. Dra. do Curso de Licenciatura em Teatro e do curso de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN. Desde 1999, participou de uma série de treinamentos com a máscara com os artistas: Tiche Vianna e Esio Magalhães (Máscara Neutra, meia neutra, expressiva e meia máscara expressiva), Heloísa Cardoso (Confecção de Máscara), Fernando Linares (Máscaras Larvárias),  Fabiana Santos (Máscaras Balinesas),  a atriz italiana Claudia Contin (Commedia Dell’Arte) e a companhia alemã Famile Floëz (Elaboração de Cenas com Máscaras Expressivas Inteiras). 

A voz na cena de rua

A oficina tem como objetivo ampliar o potencial vocal dos atores para a cena de rua, obtendo a voz como elemento condutor para as ações no trabalho do ator, exercitando as palavras e suas nuances para dar vida a cada frase e criação para a cena, através de exercícios e práticas com a voz.

Como conteúdo serão trabalhados a respiração, a realização de aquecimentos vocais como base para entrar em cena, a prática de exercícios de articulação, o fortalecimento da projeção vocal e o exercício da voz na rua.

Datas: dia 15.11.2017 (das 9h às 12h) e dia 16.11.2017 (das 8h às 10h)

Número máximo de participantes: 15 pessoas

Ingrid Trigueiro é atriz, diretora e arte-educadora com Licenciatura em Educação Artística (habilitação em Artes Cênicas) e mestranda em Teatro pela Universidade Federal da Paraíba. Atuou no Grupo Contratempo com os espetáculos “As velhas”, “Comédia em 3x4”, entre outros. Na Trupe Meidifêra, grupo que se dedicou à pesquisa do teatro de rua com referências da cultura popular, participou dos espetáculos “Meidifêra” e “Nabáia”. Com o Piollin Grupo de Teatro montou o espetáculo “Retábulo”, sob a direção de Luiz Carlos Vasconcelos. Atualmente encena o espetáculo “O Último Édipo”, do Grupo de Teatro Lavoura.

No sábado, dia 03 de dezembro, aconteceu o último dia da oitava edição do Festival Atos de Teatro Universitário. Depois de três dias de oficinas, espetáculos, palestras e performances, o evento não poderia ter terminado de forma melhor. Confira tudo que aconteceu no último dia do festival:
Pela manhã, deu-se continuação às oficinas. Desta vez, as oficinas ministradas foram “Diálogo Mestiço – encontro e compartilhamento”, pela professora Gilsamara Moura, da UFBA, e “Corpo Cômico”, por Diocélio Barbosa, que também contou com a presença dos palhaços-pesquisadores Daniel Nóbrega, Irla Medeiros e Luiz Eduardo, da Cia. dos Clownssicos de João Pessoa, na realização de uma intervenção na Praça Clementino Procópio.
No período da tarde, no miniteatro Paulo Pontes, aconteceu a última parte do Colóquio sobre Pesquisa em Artes Cênicas com as palestras: “A Arte do encontro e seus desdobramentos” proferida pelo professor doutor Robson Haderchpek, e “Reperformar o afeto”, apresentada pela professora Naira Ciotti, ambos da UFRN.
À noite, a parte final do festival Atos iniciou-se com o espetáculo “Razão para ficar”, com Ana Marinho, da UFPB. Logo após, aconteceu o ensaio aberto do “Auto de Natal Caipira”, apresentado pelo Grupo Teatral do Centro de Desenvolvimento do Semiárido, da cidade de Sumé, e dirigido por Eliane Lisboa. Antes do último espetáculo, houve uma homenagem aos professores Nathan Cirino e Eliane Lisboa, organizadores das sete primeiras edições do festival. Por fim, encerrando o festival com chave de ouro, foi apresentado o espetáculo “As Velhas”, apresentado pela Pró-Reitoria de Extensão da UEPB e pelo PINEL – Núcleo de
Pesquisa e Experimentação Teatral e com direção do professor Duílio Cunha.
Com três dias de muita arte e entretenimento, o VIII Festival Atos de Teatro Universitário se despede, deixando um clima de saudade e expectativa pela nona edição. A todos que participaram da organização, que apresentaram seus trabalhos, ou que foram prestigiar o evento, o nosso muito obrigado.
A segunda noite de Mostra Teatro Universitário do Festival Atos, que aconteceu as 19h no Teatro Municipal Severino Cabral começou com uma recepção calorosa ao público ao som de músicas nacionais ao vivo. Em seguida, após o cerimonial, fora feito um convite para que o público se dirigisse a sala Evandro Barros, mais conhecida como Porão. Com sala lotada, pessoas sentadas nas cadeiras e chão, a doutora Gilsamara Moura (UFBA) coreografa ao som de músicas da cantora Elis Regina. A apresentação da artista, que envolveu fortes expressões corporais à melodia, finalizou-se com apanhamento de pedras de gelo em suas mãos e caminhada por todo o palco ao som de "Atrás da porta". Após as saudações feitas a artista e cumprimento do intervalo de tempo para a próxima apresentação, o público foi redirecionado ao Porão, com o propósito de assistir à próxima apresentação. A segunda exibição da noite foi o solo cênico do Bruno Melo, artista e aluno da Universidade Federal de Campina Grande. No espetáculo, inteiramente iluminado por luzes de celulares, Bruno se utilizou de objetos como mesa, cadeira e bengala para interpretar seu avô. Para encerrar a noite, a plateia fora convidada a comparecer ao palco principal do teatro parra assistir a uma apresentação do Violetas. A artista do Rio Grande do Norte Mayra Montenegro exibiu um espetáculo com dança, canto e atuação. Com teor de crítica ao machismo, as músicas, danças e interpretações de personagens de diferentes idades, denunciaram a violência sofrida pela mulher dentro de uma estrutura social patriarcal e apresentar dona Vilma, sua avó, vítima dessa opressão. A noite de apresentações trouxe consigo uma coesão temática que envolveu e emocionou os espectadores. Denúncias a opressões, lembranças de antepassados e expressão corporal foram sensações a serem despertadas.



“Razão para ficar” abre a noite a terceira noite de apresentações do Festival Atos

A ideia de montagem do espetáculo surgiu a partir da leitura da tese da professora Thalyta Lima intitulada “As oito flores do Alto do Céu no jardim da desinstitucionalização” e defendida no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFPB, em 2010, sob a orientação do professor Dr. Artur Perrusi. A pesquisa contempla as histórias de vida e o processo de reinserção social de mulheres egressas do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, hoje moradoras do Serviço Residencial Terapêutico da cidade de João Pessoa. Nas conversas com a autora da tese ficou evidente a dificuldade em lidar com o imaginário sobre a loucura e desfazer o profundo estigma existente em torno da pessoa por ela acometida. Nesse sentido, a encenação buscou evidenciar os limites frágeis entre saúde e doença e as relações perversas de uma sociedade que condena ao confinamento mulheres em situação de pobreza, abandonadas pelas famílias e pelo Estado. 

No espetáculo, as vozes de oito mulheres egressas do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, hoje moradoras do Serviço Residencial Terapêutico da cidade de João Pessoa, se entrelaçam aos poemas de Adélia Prado e Lisbeth Lima e às cartas de Clarice Lispector. A encenação busca evidenciar as consequências de um regime de internação que isola e elimina os sujeitos, tratados como pacientes, e evidencia os limites frágeis entre saúde e doença; as relações perversas de uma sociedade que condena ao confinamento mulheres em situação de pobreza, abandonadas pelas famílias e pelo Estado

A encenação é de João Paulo Soares. Atuação e dramaturgia de Ana Marinho. Cenário de Maria Botelho. Iluminação tem a assinatura de Fabiano Diniz. Figurinos de Vilmara Georgina. Teaser de Rodolpho de Barros. Fotografia de Saulo Portokalos e produção de Dudha Moreira


Grupo de Sumé apresenta ensaio aberto do “Auto de Natal Caipira”

A segunda atração da noite será o ensaio aberto do AUTO DE NATAL CAIPIRA, uma livre criação baseada no texto original de Carlos Alberto Soffredini. A apresentação acontecerá na Sala Evandro Barros (porão), com direção geral de Eliane Lisboa, direção musical de Erivan Silva, apresentado pelo Grupo Teatral do CDSA (Centro de Desenvolvimento do Semiárido), da cidade de Sumé/PB.

Na história que se conta em cena, Severino e Jeca estão a caminho de Belém para fazer seus pedidos ao Menino Deus que vai nascer.  Mas não conhecem o caminho para chegar até lá.   Do mesmo modo os Reis Magos estão perdidos, buscando a estrela guia. Em meio a tudo isso, uma história de amor, com direito a anjos e diabos, como todo Auto que se preze.  O texto original de Carlos Alberto Soffredini sofreu acréscimos a partir de livre criação do grupo, com dramaturgia de Eliane Lisboa. 

No elenco: Amanda Araújo dos Santos, Artur Alan de Oliveira, Edson Oliveira da Costa, Érico Gustavo de Sousa Queiroz, João Vitor Farias Leite, Josiele Carlos Fortunato e Lourielson da Mota Alves. Músicos: Erivan Silva (voz e violão) e Rosenato Barreto (percussão). Adereços de Rafael Barros.


“As Velhas” encerra a programação do VIII Festival Atos de Teatro Universitário
  
A Pró-Reitoria de Extensão da UEPB e o PINEL – Núcleo de Pesquisa e Experimentação Teatral apresentam o espetáculo “As Velhas”. A remontagem deste texto emblemático, de autoria da dramaturga potiguar-campinense Lourdes Ramalho, marca o aniversário de 40 anos dessa peça que fez história no teatro paraibano. A nova encenação sucede outras de grande sucesso, apresentando a dramaturga e sua obra. É o diretor Duílio Cunha que assume mais uma vez a tarefa de levar à cena “As Velhas”, sendo ele o responsável pela direção desta remontagem.

No enredo, os destinos de duas nordestinas se cruzam: uma sertaneja, Mariana, erra pelo sertão, fugindo da seca e em busca da mulher que levou o seu marido, enquanto uma cigana, Ludovina, se encontra presa a um corpo incapacitado, esperando na soleira dasua porta pela mudança social que se avizinha e que ela anuncia. É em torno dessa estória que se levantam conflitos pautados pela desigualdade econômica e pelos desmandos do poder local, que a dramaturga denuncia, e que se tecem relações amorosas contrariadas, com desfecho trágico, numa trama marcada pela regionalidade, aspecto tão característico da dramaturgia ramalhiana.

No elenco do espetáculo: Valquíria Gonçalves, Regina Albuquerque, Chico Oliveira, Yasmim Macêdo, Arthur Velázquez e Fábio Silva. A produção executiva é de Diógenes Maciel, figurinos de Jefferson de Souza, trilha sonora de Erivan Silva, trilha sonora de Erivan Silva e o contrarregra é Marcos Moraes.







Grupo Gestus apresenta 
Louca(revisitada) 
Um solo da artista Gilsamara Moura



Elis Regina inspira espetáculo que se apresenta na segunda noite do VIII Festival Atos:

Além dos solos cênicos “Depois de mim” e “Violetas” representados, respectivamente, por Bruno Melo e Mayra Montenegro, a programação da segunda noite de espetáculos do Festival Atos, terá também a apresentação de fragmentos do espetáculo “Louca (revisitada)”, com criação e interpretação da bailarina Gilsamara Moura. Os espetáculos acontecem a partir das 19h e tem entrada gratuita.

“Louca (revisitada)” é uma variante da criação da artista Gilsamara Moura feita há 10 anos (2002) e revisitada agora. Inspirada na loucura criativa da grande intérprete brasileira Elis Regina, as atitudes corporais, o vazio deixado pela sua morte e as ‘loucas’ interpretações, desenham os momentos do espetáculo. Como um livro de memórias, as impressões de algumas passagens da carreira de Elis Regina, através de músicas, transformam o espetáculo num ambiente de boas recordações.


CURRÍCULO SUCINTO.
Gilsamara Moura é bailarina e coreógrafa. Doutora em Comunicação e Semiótica (Políticas Públicas em Dança). Professora e Assessora Artística da Escola de Dança da UFBA. Vice-coordenadora do PPGDança/ UFBA. Diretora e bailarina do Grupo Gestus. Idealizadora do projeto Gestus Cidadãos/LUPO. Apresentou-se na Alemanha, Argentina, Bolívia, Colômbia, Cuba, Equador, EUA, França, México, Paraguai, Peru e Costa Rica. Foi Presidente da Fundação de Arte e Cultura do Município de Araraquara-FUNDART. Idealizou, implantou e foi gerente da Escola Municipal de Dança “Iracema Nogueira” de 2003 a 2008. Criou e coordenou o Festival de Dança de Araraquara e a Semana do Sapateado, de 2001 a 2008. Professora convidada do IMPULSTANZ - International Dance Festival/ Viena desde 2012.